quinta-feira, 30 de agosto de 2012

“Vamos gerar empregos construindo escolas, creches, hospitais, rede de saneamento e áreas de lazer”

1 - Por que ser prefeita de Duque de Caxias?
- Três grandes motivações me levaram a aceitar o desafio: A legenda [PSTU], que tem uma posição clara acerca de seu papel na história do país. Nossa perspectiva é a de uma sociedade socialista. A segunda, não concebo um ser político que não coloque sua vida a serviço da felicidade humana. Terceira, minha candidatura é de protesto contra todos os desmandos, a desigualdade social e em defesa do socialismo. É uma alternativa para dar poder de decisão à população caxiense.

2- Caso seja eleita, quais áreas serão prioridades?
- É papel do executivo administrar todas as áreas combinadamente. Basta ouvir a população em suas reclamações. Com um hospital parado [o Duque] e um recém inaugurado quase parando [o Moacyr do Carmo] não dá pra ter dúvidas que a saúde está em primeiro lugar. Os postos estão sobrecarregados, faltam médicos e remédios, e sobram filas. Caxias segue a lógica do governo Cabral de fechar hospitais, como faz agora com o IASERJ, investindo na rede privada. É preciso aplicar os 6% do PIB na saúde pública, já. Na educação, é necessário investir 10% do PIB. Faltam vagas nas escolas e creches, servidores e até água. As direções e elas ainda são impostas como na época dos interventores. Vamos estatizar os transportes para possibilitar passagens a R$ 1 e traremos os cobradores de volta. Defendemos ainda passe livre para idosos, estudantes e acompanhantes, deficientes e desempregados. Os homicídios, principalmente de jovens, a violência contra mulheres, negros e homossexuais são questões pouco divulgadas que merecem atenção. Outro problema gravíssimo é a falta de saneamento básico. Faremos um plano de obras públicas que levará água e esgoto a todos os bairros. Não há uma política de tratamento do lixo doméstico, associada ao meio ambiente, envolvendo a população. Por isso criaremos uma empresa pública de limpeza urbana.

3 - Como a senhora pretende enfrentar o problema da falta d'água, um dos mais reclamados pelos moradores?
- Esse problema é decorrente da falta de vontade dos políticos, muitos se aproveitam dele para fazer demagogia e capitalizar votos. Já viu faltar água em bairro rico? Há bairros que nunca tiveram água mas as contas chegam, a solução dos moradores foi abrir poços artesianos. Se a responsabilidade de distribuir a água é do estado, a responsabilidade do município é defender seus moradores e lutar para garantir que ela não falte. E sabe por que os prefeitos não enfrentam o governo estadual e garantem água em Caxias? Porque são todos da base aliada. Nessa eleição quase todos os candidatos são ligados a Sergio Cabral.

4 - Com relação ao desenvolvimento econômico, quais serão suas principais iniciativas?
- Um plano de obras públicas que amplie o número de escolas, creches, hospitais, a rede de saneamento básico e áreas de lazer vão levar à população serviços públicos e gerar empregos nessas obras e no seu funcionamento. Isso possibilitará o aumento do índice de desenvolvimento humano na cidade, uma vez que grande parcela da população não usufrui da riqueza produzida na cidade. O número de jovens que abandonam os estudos e entram no mundo do crime é inaceitável, por isso, temos que criar mais empregos com salários dignos.

5 - Quais critérios a senhora vai utilizar para definir seu secretariado e demais escalões?
- As pessoas que comporão nosso governo terão claro dois princípios: um, os interesses da população e outro, a responsabilidade no trato com a coisa pública. Um governo do PSTU se sustentará apoiado nos conselhos populares, com a participação dos representantes de bairros e de categorias de trabalhadores, que decidirão onde devem ser investidas as verbas públicas. É a população que deve dizer onde gastar o dinheiro que ajuda a produzir. Para nós a política não é cabide de empregos nem fonte de enriquecimento. Os salários de prefeito, secretários, vereadores, enfim, de todos os cargos de comando, devem ser igual ao de um operário médio especializado ou ao que a pessoa recebia antes de assumir a administração pública ou o parlamento.

6 - Uma mensagem especial para os leitores?
- Se você também está desapontado com os políticos, os mesmos de sempre que prometem e depois deixam o povo na mão, participe desse desafio de fazer com que as pessoas recuperem a esperança na política. É possível construir uma cidade e um país melhor. Nossas candidaturas - a minha a prefeita e a de Julio Condaque a vereador - são uma reação à situação em que Caxias se encontra, uma opção de defender os trabalhadores e uma declaração de respeito à cidade. Venha ajudar a construir uma sociedade melhor sem explorados nem exploradores: uma sociedade socialista.

PSD vai receber o Fundo Partidário retroativa a julho

A participação do Partido Social Democrático (PSD) na divisão dos recursos do Fundo Partidário será retroativa ao mês de julho e os valores devidos serão descontados de 22 agremiações que perderam para a nova legenda filiados que foram candidatos na eleição de 2010 para o cargo de deputado federal e obtiveram votos válidos. A sigla deverá ganhar cerca de R$ 3,6 milhões, referentes aos meses de julho, agosto e setembro. A decisão, por maioria, foi tomada na sessão administrativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizada na noite de terça-feira (28). Assim, os valores referentes aos meses de julho e agosto serão pagos integralmente junto com a parcela de setembro. As quotas do Fundo partidário são pagas no dia 20 de cada mês.
No dia 29 de junho, o TSE concedeu ao PSD maior participação na divisão dos recursos do Fundo Partidário. Entretanto, o acórdão foi publicado no dia 27 de agosto e gerou uma divergência quanto à data para o início do pagamento: se a partir da data da decisão ou da data da publicação. Acompanhando o voto da relatora, ministra Luciana Lóssio, a Corte decidiu que o partido tem direito à sua cota proporcional do Fundo Partidário a partir da data da decisão. Ficou vencido o ministro Arnaldo Versiani, que entendeu que tal direito só valeria a partir da publicação do acórdão.
Os valores são referentes à repartição dos 95% do Fundo que são distribuídos entre as legendas, levando-se em conta os votos recebidos pelos partidos na última eleição para a Câmara dos Deputados. Os candidatos, eleitos e não eleitos, que se filiaram ao PSD tiveram mais de 6 milhões de votos nas eleições de 2010.

Polícia apura possível atentado a candidato a prefeito em Magé

O candidato à Prefeitura de Magé, Ricardo Correa de Barros, o Ricardo da Karol (PSB), acionou a Polícia Militar por, segundo ele, ter sido vítima de um atentado na BR 463, entre os quilômetros 18 e 20, na noite da última segunda-feira (27). Ricardo diz que estava em seu carro, que é blindado, quando um outro automóvel e uma moto o seguiram na rodovia atirando contra seu veículo.
Ricardo, que é também vereador em Duque de Caxias, disse que conseguiu fugir da perseguição e entrar na cidade, se deparando com uma viatura da PM. Ele parou e explicou o ocorrido aos policiais. A Polícia Rodoviária Federal foi acionada e quando chegou à região, nem a suposta vítima, nem o seu veículo estavam no local. O caso foi registrado na 65ª DP.

Google critica censura a conteúdo político na web

Em época de eleição, as disputas judiciais não se restringem mais apenas às trocas de acusações entre partidos, candidatos e suas campanhas. O crescimento do acesso à internet no país, ao mesmo tempo em que aumentou o espaço para o debate sobre política, também faz com que portais, sites, blogs e até provedores de internet se tornem alvos na Justiça Eleitoral. São cada vez mais comuns os pedidos de remoção de conteúdo considerado ofensivo por candidatos, que têm encontrado respaldo no Judiciário.
Apesar de os casos de multa contra o Google - por não remover conteúdos do ar - ganharem destaque nessas eleições, o problema faz parte da rotina diária da empresa desde as eleições de 2008, de acordo com a diretora jurídica Fabiana Siviero. A posição do gigante da internet tem sido a mesma, segundo ela: lutar até a última instância para manter o material e garantir a liberdade de expressão dos usuários. "Vivemos em uma democracia", justificou.
Entre as ações mais recentes contra a empresa, estão o caso do vídeo do vereador de Maceió, Ronaldo Lessa (PDT), e do vereador de São Paulo Francisco Chagas Franciliano (PT). Ambas publicações foram consideradas difamatórias pelos TREs. O Google se recusou a remover os vídeos do Youtube, mesmo sujeito a multa. "O Google entende que deve existir liberdade eleitoral para todo mundo, até para os candidatos. Nas eleições, a liberdade de expressão é ampliada", disse Fabiana.
Segundo ela, existe uma operação especial dentro do Google para o recebimento e análise desses materiais. "Entender o conteúdo, ver se ele é válido ou se não tem o porquê ficar no ar", explicou. Em casos de uso de palavras de baixo calão, ataques pessoais sem informações relevantes e ausência de conteúdo político, Fabiana disse que o material é avaliado como de "caráter abusivo" e retirado da internet.
Para a diretora do Google, a internet é uma das plataformas mais importantes no regime democrático. "A informação não fica sob controle das empresas, qualquer pessoa pode publicar ideias, vídeos e informações. A informação está nas mãos das pessoas", disse. "O candidato pode usar a web para responder e esclarecer as dúvidas dos eleitores. E não mandar remover o conteúdo e tirar o acesso da população à informação", enfatizou.
Segundo o gerente de planejamento estratégico digital, Felipe Morais, "não tem como pensar em uma campanha política hoje, sem citar a campanha de Barack Obama em 2008". Morais ressaltou a repercussão dos conteúdos na web, mas alertou que "todo o controle na internet não tende a dar muito certo. Como dizemos no mercado, escreveu na web, escreveu na pedra, ou seja, fica para a eternidade. Por mais que o político delete uma publicação, alguém terá ela guardada em um blog ou em um tweet", explicou.

Corpo a corpo com os eleitores de Duque de Caxias

ZITO

Em caminhada pelo bairro Vila Operária, no último domingo (26), Zito provou que é conhecedor de todos os distritos de Duque de Caxias. O candidato à reeleição à prefeitura da cidade percorreu dezenas de ruas do bairro durante mais de duas horas. Recebido e elogiado pelos moradores, Zito também ouviu queixas. Ele salientou que entende as reclamações do povo, que em sua maioria, se deram por conta do abastecimento de água. “Estou nas ruas para falar a verdade, para mostrar porque não pude fazer mais nesse mandato, tanto quanto fiz nos dois outros. Assumi a prefeitura com uma dívida de 1 bilhão de reais deixada pelo prefeito anterior e precisava arrumar a casa”, disse o candidato.
Zito também mostrou à população um documento, assinado pelo governo anterior no município, que deu a Cedae uma concessão de 30 anos para exploração comercial da água e esgoto da cidade. “Vou até a justiça para anular esse documento. Tentei municipalizar a água e não consegui. Para prejudicar o Zito, os outros candidatos não respeitam os moradores do município. Isso é inadmissível”, disse.
- Cada vez mais eu entendo e respeito a democracia. Respeito quem gosta e quem não gosta de mim. Só peço aos caxienses que se politizem, que prestem atenção nas propostas dos candidatos, que vejam quem fez alguma coisa pela cidade e coloque na balança. O voto tem consequencia e nem sempre é positiva”, advertiu.


Washington Reis

O governador Sérgio Cabral e o vice Luiz Fernando Pezão, estiveram terça-feira (28), em Duque de Caxias em apoio ao candidato do PMDB, Washington Reis. A comitiva contou ainda com o deputado estadual Rosenverg Reis e a professora Dalva Lazaroni e seu filho, o deputado estadual André Lazaroni, vice-líder do governo e presidente da Comissão de Defsa do Meio Ambiente da Alerj. Eles caminharam pelo calçadão da Rua José de Alvarenga, cumprimentando comerciantes e pedestres.
Lembraram de obras importantes realizadas na cidade em parceria com o governo do estado, como a construção do Mergulhão e a duplicação da Avenida Presidente Kennedy. A comitiva parou na Praça do Relógio para um comício, que reuniu cerca de mil pessoas, segundo os organizadores do evento.
- Estou muito feliz por estar mais uma fez nesta praça e ver tanta gente reunida por um propósito. Eu vim aqui, junto com o meu vice, Pezão, para dizer que confiamos em Washington Reis. Eu lembro dos sonhos deste candidato e vi suas realizações. Onde há um vazio, Washington vê uma fábrica, vê desenvolvimento. Ele não pensa pequeno, porque sabe do potencial desta cidade”, afirmou Cabral. Já Pezão destacou a atuação de Washington como deputado federal e seu trabalho como subsecretário de Obras do estado. “As pessoas já o conhecem por suas obras que trouxeram infraestrutura, não só para Caxias, mas para toda a Baixada Fluminense. Ele, como deputado, é incansável em defender esta região”.


Alexandre Cardoso

■ Alexandre Cardoso, candidato a prefeito de Duque de Caxias pela aliança Amor por Caxias, fez um corpo a corpo na manhã de terça-feira (28), na Vila São Luís. Acompanhado do vice-prefeito Laury Villar, ele percorreu a Rua Expedicionário José Amaro onde teve a oportunidade de cumprimentar moradores e comerciantes da região e falar dos principais problemas daquela localidade. Entre as principais reivindicações apontadas pela população estavam a questão da falta de água e as enchentes.
             - Não é de hoje que a Rua Expedicionário José Amaro enche a cada chuva. No entanto, nenhum dos prefeitos tiveram a preocupação em fazer a limpeza das galerias e valões daquela área. Esta situação, é preciso deixar claro, acontece tanto na Vila São Luís, como em toda a cidade. Diversos comerciantes contaram que colocaram em suas lojas uma proteção como forma de impedir a entrada da água nos estabelecimentos – destacou.
Na caminhada, o candidato recebeu do eletricista de automóveis, Oswaldo Barbosa, que reside em Campos Elíseos, o agradecimento pelo projeto Baixada Digital. “Foi graças a este projeto que meus filhos puderam estudar baixar provas da internet. Sem ele, não teria condições de oferecer este benefício aos filhos. Sou grato ao Alexandre Cardoso pela iniciativa. Vou votar nele por acreditar que poderá fazer muito pela população de Duque de Caxias”, finalizou.

TSE repassou R$ 200 milhões aos Partidos em oito meses

Os partidos políticos receberam até agosto deste ano do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um total de R$ 201,1 milhões. Os recursos vêm do Fundo Partidário, voltado à manutenção das agremiações políticas de todo o país. A verba do fundo, em sua maior parte, vem do Orçamento da União e fica sob administração do Tribunal. Até o final do ano, as legendas devem receber um total de R$ 326,1 milhões. As informações são do site Contas Abertas.
A quantia total destinada à cada agremiação é definida de acordo com a votação anterior de cada sigla à Câmara Federal. Os repasses, no entanto, podem ser suspensos caso não seja feita a prestação de contas anual pelo partido ou esta seja reprovada pela Justiça Eleitoral. Este ano, os partidos PT, PMDB e PSDB lideram a lista dos maiores beneficiados. Até julho, o Partido dos Trabalhadores havia recebido R$ 24,1 milhões. O PMDB, no mesmo período, recebeu R$ 22,2 milhões. O PSDB, terceiro colocado, R$ 17 milhões. Coincidentemente ou não, os líderes nas pesquisas eleitorais em grande parte dos municípios (principalmente nas capitais) são destes partidos.

Eleições terão mais de 1,2 mil pontos de transmissão via satélite

Dados da Coordenadoria de Infraestrutura da Secretaria de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que nas eleições municipais de outubro a Justiça Eleitoral contará com 1.274 pontos de transmissão via satélite. Com a tecnologia, após o encerramento da votação em cada localidade contemplada, os respectivos resultados serão transmitidos para a totalização, em segundos, por meio satélite. Os equipamentos foram solicitados por 15 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para instalação em localidades distantes mais de três horas dos centros urbanos, cujo acesso seja dificultado devido às péssimas condições das estradas ou seja feito apenas por meio de barcos e helicópteros, por exemplo.
De posse do equipamento de transmissão e de um laptop, as seções eleitorais fixadas em reservas indígenas, comunidades quilombolas, assentamentos, colônias e vilarejos conseguirão transmitir os resultados registrados nas urnas eletrônicas em menos tempo que as seções localizadas nos grandes centros econômicos do país. Nesses locais, os votos computados pela urna eletrônica serão enviados via satélite para o TRE respectivo e, a partir daí, os dados entrarão em uma rede de comunicação de uso restrito, serão recebidos e totalizados. A Justiça Eleitoral então fará um check list e totalizará os resultados para então serem divulgados.
Neste ano, os Estados que contarão com mais pontos de transmissão por meio de satélite serão o Amazonas, que terá 380 pontos, e o Pará, com 338 pontos. Os outros Estados contemplados com a tecnologia serão: Acre (75 pontos de transmissão); Amapá (36 pontos); Bahia (11 pontos); Goiás (18 pontos); Maranhão (86 pontos); Minas Gerais (16 pontos); Mato Grosso do Sul (47 pontos); Mato Grosso (90 pontos); Piauí (55 pontos); Paraná (13 pontos); Rondônia (49 pontos); Roraima (35 pontos); e Tocantins (25 pontos).